Lizotável...

30 de Novembro de 2007

A proveitosa linha do tempo perdido dos video-games

Essa semana comprei um PSP (foto) depois de uns 5 anos sem adquirir um video-game. Pra quem não me conhece, eu sempre serei um fascinado por video-games, mesmo se eu jogue pouco. Hoje posso dizer que possuo três pérolas em forma de video-game que eu jamais irei vender ou repassar para alguém: Um Gameboy Classic, um Dreamcast (foto) e agora um PlayStation Portable.

Pois é, querendo ou não, já tive mais video-game  e computadores do que namorada (que nerd hein...): primeiro tive um Atari 2600, modelo da CCE. É que meu pai revendia este video-game na loja de discos dele (sim, teve uma época que meu pai montou uma "micro Lojas Americanas" em Sete Lagoas, nos anos 80, auge da venda dos discos em vinil). Joguei muito e o destino final dele foi... o filho da empregada! Sim, minha mãe doou o video-game pro filho da empregada, sem me consultar! Acho que está história já aconteceu com várias pessoas né...

Depois do Atari, veio o tão sonhado Nintendo 8-bits. Já jogava Master System até dar calos na casa do vizinho (tinha dia que até dormia lá por tamanha fomiagem), apesar de num ir muito com a cara do console (sempre achei o Nintendo muito melhor), era melhor do que nada né. Com a crescente febre dos video-games, eu tava louco querendo um. Mas daí com muito custo e choro ganhei do meu pai um Dynavision 2 usado com cinco cartuchos. Esse sim foi o video-game que mais joguei na história e o mais marcante na minha vida. Fim de semana era sinônimo de ir na locadora, pegar uns cartuchos, ficar no quarto e esperar a segunda-feira chegar.

Vendi o Dynavision 2 porque já tinha jogado praticamente TODOS os jogos das locadoras, e também estava saindo poucos jogos com o advento da era 16-bits. Lembro que vendi por 50 dólares, o mesmo valor que comprei... isto comparado com a inflação da época foi uma furada de olho fenomenal.

Fiquei um tempo sem video-games, foi tolerável porque parti fundo pro PC 286 AT com monitor CGA (16 tons de verde!) que meu pai havia comprado pra gerenciar a loja dele. Jogava só escondido porque meu pai num deixava eu mexer nem fudeno. Pra quem não conhece, parece um regresso, mas o PC AT é muito melhor em termos de gráficos e processamento do que o Nintendo 8-bits. O monitor CGA lá de casa fazia milagres!

Este PC durou muito tempo. No meio tempo meu pai havia montado um fliperama (no ápice na época, com máquinas Street Fighter 2 pra todo lado... lembro que nesta época havia um fliperama na cidade com umas 15 ou 20 máquinas, todas Street Fighter 2, e só!) e dentro do fliperama havia dois consoles SNES pros moleque jogar por hora. Ah, um detalhe, já fui "ficheiro" neste fliperama obviamente. Era engraçado, os moleque entrava no flipper e num sabia quem era o ficheiro, porque eu vivia jogando grátis nas máquinas.

Mas voltando ao assunto...todo o fim de semana eu "passava o rato" num SNES pra poder jogar em casa, lógico. Detalhe que o SNES tinha o cartucho Street Fighter 2, que era o jogo mais cobiçado na época. Meu amigo, passei maravilhas com o SNES, que foi o console que mais me impressionou.

Só que meu pai fechou o fliperama e fiquei sem SNES, apesar de tê-lo aproveitado bastante. Fiquei órfão de video-games denovo até eu comprar um Mega Drive com aqueles 50 dólares do Dynavision 2, lembra?

O Mega Drive foi o grande xodó. O primeiro video-game que comprei com o meu dinheiro. Cuidava dele como um filho, e joguei muito também viu. Mas nunca perdi o contato com os computadores... mexia muito no desgastado 286, daí meu pai percebeu e resolveu comprar (com muito imploração também) um 486 DX4 100Mhz! Até larguei o Mega Drive um pouco de lado pra poder jogar aqueles jogos maravilhoso que eu sempre queria jogar em monitor VGA colorido! E qual foi o destino do Mega Drive? Hoje me arrependo de tê-lo vendido para comprar um Modem US Robotics de 33.600 bps. Mas foi necessidade da época, sabe como é que é né...

Daí fiquei com os computadores mesmo, video-game só na casa dos vizinhos. Adquiri um Pentium MMX 200Mhz, vendi, comprei um K6-3 400Mhz e depois vendi também. Com minha ida pra BH em 1997, comprei um Gameboy baratinho na mão de um cara, uma beleza. Na época que comprei o K6-3 resolvi comprar também, meado com meu irmão, o tal do PlayStation! Na verdade nem joguei muuuito não mas aproveitei bem os melhores jogos. O destino do PlayStation? Dreamcast! Sim, troquei pau-a-pau por um Dreamcast! Meus amigos até hoje não acreditam na furada de olho que dei mas é verdade. É que a molecada gostava mesmo é de PlayStation né, tinha mais jogos, tinha Winning Eleven... apesar dos gráficos um pouco piorados, era mais divertido pra gurizada. Mas eu queria era Dreamcast mesmo, porque gosto de ver gráficos bonitos (e ainda mais que o Dreamcast tem emulador de PlayStation oras). Detalhe que nesta época a SEGA já havia desistido de fabricar o console e havia um número fixo de jogos. Mas queria um do mesmo jeito.

PlayStation 2? Quase que comprei um... mas resisti. Fiz updates no meu computador (comprei um Athlon XP 2Ghz com uma boa placa de vídeo) e fiquei com ele um bom tempo, até vendê-lo ano passado e comprar o meu atual notebook, um Turion 64 de 1.8Ghz.

Agora o PSP entra na história. É um console versátil e fenomenal: roda jogos de PlayStation 1, tem emuladores a rodo, uma tela maravilhosa e é pra gente grande (eu pelo menos num vou deixar meus sobrinhos tocarem). Eu recomendo...e olha que meu currículo é bom hein!? ;)

26 de Novembro de 2007

This is the modern world

Este sábado eu achei que iria ter um PSP na minha mão mas nada... a polícia tá segurando a mercadoria! Bom, diz a moça da loja que num demora pra eles liberarem não mas, enfim, num entendo muito bem destas coisas, sou só um inocente consumidor.

E por ironia do destino, no mesmo sábado rolou uma pequena PSP Party lá em casa com direito a 3 PSPs na rede wireless jogando Ace Combat X.

Que inveja hein Luiz... depois desta eu queria mesmo é sair de casa pra tomar cerveja. Mas tomei lá em casa mesmo e joguei um pouquinho. Com o trio de PSPs, computador novo do amigo meu na mesa e um computador antigo da minha namorada que estava lá em casa para a manutenção, tivemos a idéia de fazer as fotos do antes e depois em homenagem aos tempos modernos e a incrível revolução da área de tecnologia nos últimos 10 anos. Ficaram ótimas! (fotos de Allan Lages).

23 de Novembro de 2007

ACK Error no ouvido direito

Ontem fui ao meu médico otorrino pra ver de qualé do motivo pelo qual de eu escutar este maldito zumbido o tempo todo, além de saber exatamente se terei perda auditiva no ouvido direito. Foi uma das melhores consultas médicas que eu já fui. O cara me deu uma aula de anatomia interna do ouvido e fiquei tão empolgado com a explicação que até mostro pra vocês...

ouvido_error 

Claro que tem que haver um toque NERD na explicação.

Antes eu tinha algumas tonteiras, mas o medicamento que tomei (Cinarizina) deu conta do recado e meu corpo será orientado para não haver mais este tipo de coisa.

Em termos de perda auditiva, infelizmente vai ser difícil eu voltar a escutar algumas freqüências pois houve uns danos na cóclea (alguns sílios quebrados ou células mortas sei lá) e isto o corpo não sabe regenerar. Aí que vem o problema dos zumbidos: meu cérebro manda um sinal pra cóclea (comando HELLO CÓCLEA, junto com alguns parâmetros na função é claro) e a cóclea não reconhece este comando e manda um erro de acknowledgment e um efeito sonoro ("pam!"). Só que o meu cérebro num sabe interpretar muito bem os erros e continua mandando sinal de HELLO pra cóclea, e toda hora dá erro. O som do erro é justamente o meu zumbido.

O medicamento que estou tomando é para evitar que outros erros de ACK aconteçam, além de tentar aliviar o volume do zumbido também.

O médico ficou explicando isto uns 20 minutos, mas se ele falasse que meu ouvido tinha erro de ACK acho que eu iria entender rapidin. Santa nerdisse...

20 de Novembro de 2007

Sete anos sem Internet

Hoje para comemorar os 7 anos que não tenho Internet no meu celular, resolvi iniciar uma saga de ligar para a TIM e fazer eles perceberem de uma vez por todas que o problema está lá e não aqui.

Tentativa 1: E-mail
Status: Falhou
Descrição: Mandei e-mail reclamando disto. Os caras responderam e disseram que tá tudo resolvido e normal. Engano meu: tentei configurar automaticamente e também manualmente, sem sucesso.

Tentativa 2: Telefone fixo
Status: Falhou
Descrição: A mulher transferiu para outra área e o telefone ficou mudo por mais de 7 minutos.

Tentativa 3: Celular
Status: Falhou
Descrição: O cara foi até atencioso, me pediu um monte de dados e no final pediu pra eu ligar em outro telefone para "facilitar a configuração".

Tentativa 4: Celular dum amigo meu
Status: Pendente
Descrição: Transferiram-me para outro telefone e depois de muita conversa parece que eles perceberam realmente alguma falha na rede no meu caso e que vão resolver em até 5 dias.

7 anos com uma falha e 5 dias pra resolver. E olha que deve ser um "flag" lá sinalizando que o cliente não pode acessar a Internet talvez.

Depois atualizo este post com a última novidade...

UPDATE:
E assim, pela primeira vez na história, Luiz possui acesso à internet pelo celular! Uau! Apesar do atraso de 3 dias a TIM resolveu o problema. Já baixei programas indispensáveis como o Opera Mini, uns aplicativos do Cellity e o Zyb.com!

6 de Novembro de 2007

Wooden

Hoje no ponto de ônibus (7h30) estava eu observando um velho com uma bengala e sua ardua tentativa de acender um cigarro. O velho tremia, tossia, mal conseguia levar as mãos até a boca, mas queria dar uma fumadinha de qualquer jeito. Logo o seu ônibus chegou. Em passos vagarosos foi ele caminhando até chegar na porta. Daí veio o grande sacrilégio de subir as escadas do ônibus: pôs um pé, apoiou a bengala no canto e alguns segundos depois foi-se o primeiro degrau. Daí no segundo passo as calças do velho veio abaixo. Eu até virei a cara pro lado porque eu mesmo fiquei com vergonha para o velho, mas tive que olhar novamente para constatar que o infeliz ainda estava sem cuecas!

Trilha sonora tocando no meu iPod naquele momento: Wooden do Simian Mobile Disco. Tudo a ver...